"Senhor dá-me serenidade para aceitar tudo aquilo que não pode e não deve ser mudado. Dá-me força para mudar tudo o que pode e deve ser mudado. Mas, acima de tudo, dá-me sabedoria para distinguir uma coisa da outra."
terça-feira, 3 de abril de 2012
O PODER DA PALAVRA
(PALAVRA DE VIDA)
Na tentação do Senhor Jesus encontramos, talvez, a maior lição para a nossa vitória. O relato bíblico aponta o fato de que foi o próprio Espírito Santo quem guiou o Senhor Jesus para o deserto, com a finalidade exclusiva de ser tentado pelo diabo. Uma pergunta que logo surge é: por que motivo Deus queria que Seu Filho fosse tentado pelo diabo antes mesmo de iniciar o seu ministério terreno?
Lá no deserto, bem longe de tudo e de todos, absolutamente sozinho, aparentemente abandonado, Jesus sabia que, embora os Seus olhos não pudessem contemplar alguma ajuda exterior, ainda assim, dentro dEle, uma voz não cessava de dizer: “Eu estou contigo! Não importa toda esta solidão; tenha certeza de que Eu estou contigo”.
Esta voz sempre se faz presente nas horas de maior angústia e aflição, pelas quais nós passamos pelo deserto deste mundo. Depois de jejuar tantos dias e tantas noites, era impossível que o Senhor Jesus não tivesse fome, pois Sua natureza humana estava no auge da necessidade humana. E foi exatamente por causa disso, aproveitando a necessidade física, que o diabo se aproximou e lançou a primeira seta venenosa ao dizer: “Se és filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães”.
Ora, o diabo sabia perfeitamente que Jesus era o filho de Deus. Muito embora estivesse apenas em evidência, a natureza humana de Jesus, comprovada pela fome, ainda assim a Sua natureza divina era real, mesmo que não tivesse o direito de usá-la, pois ele tinha que viver exclusivamente dentro dos limites humanos. Quer dizer, Ele não poderia usar seus atributos divinos para transpor as barreiras das dificuldades como, por exemplo, transformar as pedras em pães para matar Sua fome. Não! Se isto acontecesse, então não era Jesus, Filho e cordeiro de Deus, quem estava entre nós, mas o próprio Deus, e daí, Seu sacrifício seria invalidado, pois não poderia sofrer na carne, na alma e no espírito com a morte no calvário, uma vez que Deus não morre. Sua humanidade está presente. Ele teria de sentir na própria carne o sofrimento humano. O diabo sabia disso mas, ainda assim tentou-O, lançando-Lhe um desafio.
O diabo, sabendo que Jesus estava faminto, buscou tentá-Lo. Entretanto não caiu na tentação. Deixando Suas emoções de lado, Jesus declarou: “Está escrito: Nem só de pão vive o homem, mas de Deus”. Diante daquela situação contrária, o Senhor Jesus resistiu, não com o Seu poder, muito menos com Sua autoridade suprema, mas tão-somente com a palavra! Aí está o caminho certo para a saída de todo e qualquer problema que venha nos afligir.
(PALAVRA DE MORTE)
A maioria das pessoas desconhece a força ilimitada da palavra. Dependendo da origem, ela pode produzir vida ou morte. Há um provérbio que diz quem fala, planta enquanto quem ouve colhe. O diabo conheceu o poder da palavra quando viu os resultados acontecendo mediante as determinações proferidas por Deus, pois viu que toda a criação foi feita através da Sua palavra. O diabo ouviu Deus falar: “Haja luz”, e viu que aquela palavra produziu a luz. Outra vez o diabo ouviu a palavra de Deus dizendo: “Haja firmamento no meio das águas, e separação entre águas e águas”, e outra vez o diabo viu o cumprimento da palavra de Deus. E assim, todas as demais criações de Deus foram resenciadas “in loco” pelo diabo. Então ele pensou consigo mesmo: “Ah, se eu tivesse esse poder de falar e acontecer tudo conforme a minha fala… Eu usaria a minha palavra só para destruir tudo aquilo que Deus construiu, e aí eu seria realmente como Ele é”.
Entretanto, a sua palavra não tinha eco, porque não havia quem reconhecesse a sua autoridade, a não ser os demônios; mas eles não podiam realizar nada, pois eram também impotentes. Não havia nada ao redor do diabo e seus demônios que lhes obedecessem, o que provocou fraqueza e debilidade em suas ações. Quando, porém, Deus criou o ser humano e lhe deu o direito de escolher o seu próprio caminho; a maneira pela qual quisesse viver, isto é, o livre arbítrio, então, satanás viu uma grande oportunidade de encontrar na própria criação de Deus um “sócio”, capaz de corromper destruir tudo aquilo que Deus havia construído. Mas era preciso, primeiro, tomar-lhe a mente. Se tão somente pudesse ocupar a mente do homem, seria fácil dirigir todas as suas atitudes contra Deus, pois os seus pensamentos seriam controlados de tal forma, que o levaria a ser um servo em potencial, dominando-o contra o Criador, tendo a possibilidade de interferir na criação.
A partir desse planejamento, satanás começou a colocar em prática o seu plano e, assim como Deus usou a Sua palavra para realizar os Seus grandes feitos, também satanás usou a sua palavra de dúvida, para estimular a rebelião do homem contra Deus. Uma vez concretizado o seu intento, o homem passou a servir-lhe como servo. É claro, quando obedecemos à palavra de alguém, é porque, de alguma maneira, estamos seriamente comprometidos com o que essa palavra significa para nós.
A palavra que orienta toda a nossa vida vem do nosso Senhor. Ou seja, somos servos e obedecemos à sua palavra. Se, porém, desviarmos para o pecado, encontraremos as palavras enganosas de satanás, palavras que só produzem mortes.
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